quarta-feira, 16 de setembro de 2009
CHICO BUARQUE
O Meu Amor
Teresinha:
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
Lúcia:
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai
As duas:
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
Lúcia:
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai
Teresinha:
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai
A duas:
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
SONHADORA - Dreamer: Inspired by a True Story

Sinopse
O treinador Ben Crane (Kurt Russell) e sua filha Cale (Dakota Fanning) passam a cuidar de um cavalo ferido. Logo os dois desenvolvem um carinho especial pelo animal e lutam para se recupere logo. Quando isso acontece, pai e filha resolvem increvê-lo no Breeders' Cup, uma importante corrida de cavalos.
Informações Técnicas
Título no Brasil: Sonhadora
Título Original: Dreamer: Inspired by a True Story
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Estréia no Brasil: 20/10/2006
Site Oficial: http://www.dreamworks.com/Dreamer/
Estúdio/Distrib.: Downtown Filmes
Direção: John Gatins

Elenco
Kurt Russell .... Ben Crane
Dakota Fanning .... Cale Crane
Kris Kristofferson .... Pop Crane
Elisabeth Shue .... Lily
David Morse .... Palmer
Freddy Rodríguez .... Manolin
Luis Guzmán .... Balon
Oded Fehr .... Prince Sadir
Ken Howard .... Bill Ford
Holmes Osborne .... Doc Fleming
Antonio Albadran .... Prince Tariq
John Moyer .... Security Officer
Kayren Butler .... Teacher
Tommy Barnes .... Short Steward
Frank Hoyt Taylor .... Chairman
CURIOSIDADES
*O roteiro de Sonhadora foi apresentado na Paramount Pictures e na Warner Bros, mas ambos recusaram o projeto.
*O diretor John Gatins recebeu dos produtores o aviso de que se conseguisse Dakota Fanning para estrelar Sonhadora a produção do longa-metragem seria autorizada. O diretor então entrou em contato com o agente da atriz e, após várias reuniões, conseguiu acertar sua presença no elenco.
*O personagem Cale Crane foi inicialmente idealizado como um garoto, tendo sido mudado de sexo para que Dakota Fanning pudesse interpretá-lo.
*Kurt Russell comprou para Dakota Fanning um verdadeiro cavalo Palomino, que recebeu o nome de Goldie.
INFORMAÇÕES: WWW.BASTACLICAR.COM.BR
sábado, 29 de agosto de 2009
Sempre heróico John Wayne em "El Dorado"
EL DORADO (1966)
Directed By Howard Hawks
JOHN WAYNE as Cole Thornton
Starring Robert Mitchum, James Caan,
Arthur Hunnicutt, Paul Fix.......
"El Dorado"
Lyrics by John Gabriel
Music by Nelson Riddle
Song by George Alexander
To sunshine and shadow, from darkness till noon
Over mountains that reach from the sky to the moon
A man with a dream that will never let go
Keeps searching to find El Dorado
So ride, boldly ride, to the end of the rainbow
Ride, boldly ride, till you find El Dorado
The wind becomes bitter, the sky turns to grey
His body grows weary, he can't find his way
But he'll never turn back, though he's lost in the snow
For he has to find El Dorado
So ride, boldly ride, to the end of the rainbow
Ride, boldly ride, till you find El Dorado
My Daddy once told me what a man ought to be
There's much more to life than the things we can see
And the godliest mortal you ever will know
Is the one with the dream of El Dorado
So ride, boldly ride, to the end of the rainbow
Ride, boldly ride, till you find El Dorado
Sempre heróico John Wayne em "El Dorado" e "Chisum"
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 01 de março de 1992
Nenhum ator personificou melhor a imagem do herói do oeste do que John Wayne (Marion Michael Morrison, 26/5/1907-16-6-1979). Ex-jogador de ruby em seus tempos universitários, chegou ao cinema com stunt-man privilegiado pelo seu físico. Foi Raoul Walsh que lhe deu sua primeira chance de aparecer como ator em "Salute" (1929), mas seria o seu maior amigo, John Ford (1895-1973) que lhe daria o primeiro papel principal - no clássico "No Tempo das Deligências" (Stagecoach, 1939).
Em mais de 40 anos de cinema, Wayne fez dezenas de filmes. Era um direitista radical (chegou a financiar e dirigir o mais reacionário filme contra o Vietnã, "Os Boina Verdes", em 1967) e sempre identificou-se aos personagens másculos, heróicos, "cem por cento americanos". Nacionalista ao extremo, produziu e dirigiu também "Alamo" e apesar de repetir sempre o mesmo tipo teve atuações marcantes em filmes como "Depois do Vendaval" (True Grit, 69, de Henry Hathaway).
Campeão de bilheterias, verdadeiro imã para o público que sempre apreciou seu estilo de machão, John Wayne continua a repetir, 13 anos após a sua morte, a sua popularidade agora transferida para as locadoras nos quais a cada mês aparecem filmes por ele estrelados. A Repúblic - via Paris Filmes - dispõe do rico catálogo que tem Wayne em dezenas de produções, desde o clássico "Depois do Vendaval" até o aventuroso "O Rastro da Bruxa Vermelha", lançado há poucos dias. Agora, a CIC Vídeo está colocando nas locadoras um dos bons e vigorosos westerns estrelados por Wayne - "El Dorado", 1966, de Howard Hawks (1896-1977), que é uma espécie de seqüência de "Onde Começa O Inferno" (Rio Bravo, 59) com a mesma temática: xerife enfrenta com pouca ajuda bando de facínoras. Embora constantemente reprisado na televisão, este western classe A, com música de Nelson Riddle e roteiro de Leight Brackett baseado no livro "The Stars In Their Courses" [de] Harry Brown, merece sempre ser revisto. No elenco, destaca-se também Roberto Mitchum, em excelente atuação.
Nos últimos anos de sua vida, John Wayne fez alguns westerns menores - mas nem por isto desprezíveis. Foi o caso de "Chisum" que agora com o subtítulo de "Uma Lenda Americana" está sendo lançado pela Europa Vídeo. Produção de 1968, Wayne contracenava com veteranos do gênero como Ben Hohnson e Forrest Tucker - e intérpretes que acabaram esquecidos (Bruce Cabot, Glenn Corbett, Patricy Knowles, Andre Prine etc.). O produtor foi Andrew Victor McLaglen (filho do ator Andrew, um dos maiores amigos de John Ford e John Wayne) e foi dirigido por Andrew J. Fenaday - que não fez carreira. O roteiro misturou um personagem histórico - o barão latifundiário e dono de rebanhos no Novo México, John Simpson Chisum, no Novo México, com uma lenda do oeste - a luta entre Billy "The" Kid (William H. Honneh, 1859-1881) e seu duelo fatal com Pat Garret, em 15 de julho de 1991. Poucos personagens tem sido tão fantasiados no cinema como "Billy The Kid", e nesta versão uma nova ótica do [célebre] pistoleiro é colocada - em confronto ao capitalismo selvagem que já se estabelecia nas imensas extensões do Novo México na segunda metade do século passado.
Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Veiculo: Estado do Paraná Caderno ou Suplemento: Nenhum Coluna ou Seção: Vídeo/Som Página: 21 Data: 01/03/1992
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
THE CANTERBURY TALES - Geoffrey Chaucer

Os Contos da Cantuária (pt) ou Os contos de Canterbury (br) (no original em inglês, The Canterbury Tales) é uma obra do século XIV escrita por Geoffrey Chaucer, considerado um dos consolidadores e "pai" do idioma inglês.
Homem de confiança da corte, Chaucer vai a trabalho à Itália e entra em contato com o embrionário Renascimento, o que o aproxima da obra de Dante e de Bocácio, influência importante para a composição desse longo poema narrativo, seu texto mais famoso.
A obra descreve a trajetória de 29 viajantes que, saindo de Tabard Inn, dirigiam-se à catedral da Cantuária a partir de Southwark, nas proximidades de Londres, com o objetivo de prestar homenagem ao santuário de São Thomas Becket, um bispo católico assassinado, em 1170, por partidários do rei Henrique II de Inglaterra.
Entre os componentes estavam um cavaleiro e seu escudeiro, um mercador em armas, monges, um frade mendicante, uma prioresa, pároco, um vendedor de indulgências, um estudante, alguns profissionais liberais (um médico, um advogado, um jurista), um moleiro, um feitor, um cozinheiro, um marinheiro, um carpinteiro, um tintureiro, um tapeceiro, um marujo, um lavrador e uma viúva de cinco maridos.
Durante a viagem os peregrinos iam sendo sorteados para que contassem histórias aos demais: relatos de amor, luxúria, sexo e morte, que teriam inspiração em Boccaccio e que apresentam a realidade social da Inglaterra do século XIV.
Os Contos da Cantuária são uma espécie de narração em verso de acontecimentos curiosos, textos recheados de passagens pitorescas, citações clássicas, ensinamentos morais, relacionados à vida e aos costumes do século XIV na região da Cantuária e, por extensão, no resto da ilha britânica. A obra teria influenciado grandes escritores ingleses como William Shakespeare e John Milton.
WIKIPÉDIA
OS CONTOS DE CANTERBURY
Excertos do Prólogo
Quando o chuvoso abril cortou feliz
A secura de março na raiz,
E banhou cada veia no licor
Que tem o dom de produzir a flor;
Quando Zéfiro com o alento doce
Para as copas e os campos também trouxe
Tenros brotos, e o sol de pouca idade
Do curso em Aries percorreu metade,
E a passarada faz o seu concerto,
E dorme a noite inteira de olho aberto
(Que a natureza acende o coração),
Então se vai em peregrinação,
E até nos mais inóspitos confins
Aos santuários chegam palmeirins;
Enquanto na Inglaterra toda gente
Visita Cantuária especialmente,
A fim de conhecer a sepultura
Do santo mártir que lhes trouxe cura.
Naquele tempo, um dia aconteceu
Que em Southwark, no Tabardo, achando-me eu
Pronto a seguir em peregrinação
A Cantuária, todo devoção,
Vieram essa noite à hospedaria
Bem vinte e nove numa companhia
De pessoas diversas que os destinos
Reuniram, por serem peregrinos
Buscando o mesmo fim de igual maneira.
Eram amplos os quartos e a cocheira,
E assim tivemos lá ótimo pouso.
E logo quando o sol buscou repouso,
Falara com cada um, se bem me lembro;
Assim, da comitiva fiquei membro,
E concordei em levantar-me cedo
Para partir, como a narrar procedo.
Porém enquanto tenho tempo e espaço,
E antes que nesta história avance o passo,
Creio de bom alvitre e boa razão
De cada um descrever a condição,
Mostrando, em meu juízo pessoal,
O modo de posição de cada qual,
E também suas roupas e ativo:
E com um cavaleiro principio.
(vv. 1-42)
O Cavaleiro
Havia um CAVALEIRO, um homem digno,
Que sempre, tendo as armas como signo,
Amou a lealdade e a cortesia,
A honra e a franqueza da cavalaria.
Nas guerras de seu amo lutou bem,
E mais distante não andou ninguém,
Entre os pagãos ou pela cristandade;
E sempre honrado por sua dignidade.
Já vira Alexandria prisioneira;
Muitas vezes tomara a cabeceira,
Precedendo às demais nações na Prússia;
A Lituânia visitara, e a Rússia,
Onde cristão tão nobre não se vira.
Em Granada, no cerco de Algecira,
Estivera também, e em Belmaria.
Passou depois por Ayas e Atalia
Quando Caíram, e no Grande Mar
Pôde altos desembarques presenciar
Travou lutas mortais, uma quinzena,
E pela fé bateu-se em Tramassena,
Em três justas, matando ao inimigo,
A este bravo levou então consigo
Certa vez o senhor de Palatia,
Contra um outro pagão lá na Turquia:
Louvores mereceu de todo lábio.
E, além de ser valente, ele era sábio,
Modesto qual donzela na atitude,
Pois jamais dirigiu palavra rude,
Em toda a vida, a estranho ou companheiro.
Era um gentil, perfeito cavaleiro.
Quanto à aparência, era isto que vos falo:
Simples no traje; bom o seu cavalo.
Via-se a grossa túnica manchada
Pela cota de malha enferrujada,
Pois voltava de mais uma missão,
Saindo logo em peregrinação.
(vv. 43-78)
A Prioresa
E estava lá uma freira, PRIORESA.
Sorria assim como a modéstia sói,
E, se jurava, era por Santo Elói;
Essa dama chamava-se Eglantina.
Sempre cantava a prática divina
Com voz fanhosa tal como convém;
Falava ela francês bonito e bem,
Como em Stratford-at-Bow a gente o diz,
E não com o sotaque de Paris.
Sua conduta à mesa era educada;
Da boca não deixava cair nada,
Nem no molho afundava muito os dedos.
Da graça no comer tinha os segredos,
Sem uma gota respingar no peito.
O seu refinamento era perfeito.
Limpava tanto o lábio superior
Que a taça em que bebia o seu licor
Nenhum indício tinha de gordura;
Sabia ela servir-se com finura.
E era de ânimo alegre, certamente,
E se mostrava amável e contente;
As etiquetas copiava inteiras
Da corte, para ter boas maneiras
E de todos granjear a reverência.
Para falar, porém, de Sua consciência,
Tinha tanta piedade e fino trato,
Que até chorava quando via um rato
Morto na ratoeira, ou a sangrar
Os seus cãezinhos vinha alimentar
Com pão branquinho e leite e carne assada.
Mas, se um deles levasse bastonada,
Ou se morresse, ardia de aflição:
Era toda consciência e compaixão.
O véu pregueado lhe estava mal;.
Nariz reto; olhos cinza, de cristal;
Pequena a boca rúbida e macia;
Bela testa sem dúvida exibia,
Com quase um palmo de largura, eu acho;
Não era nada magra por debaixo
Das vestes, apropriadas por sinal.
Tinha ao braço um rosário de coral
Com as contas maiores esverdeadas,
E um medalhão de refrações douradas
Onde se lia, coroado, um A,
E depois: Amor vincit omnia.
(vv.118-162)
O Médico
Conosco estava um MÉDICO também;
Em todo o mundo não existe alguém
Tão bom em medicina e cirurgia,
E alicerçado assim na astronomia.
Previa a hora propícia contra o mal
Pelo uso da magia natural.
Com firmeza traçava ele o ascendente
Dos amuletos para o seu paciente.
Via a causa de cada enfermidade
No frio, calor, secura ou umidade,
Onde nascia, e qual o seu humor;
Era um perfeito, um ótimo doutor.
Sabendo a fonte de onde o mal provinha,
Receitava ao enfermo sua mezinha,
Surgiam a seguir os boticários
Com suas drogas e remédios vários,
Pois a esta classe aquela classe obriga
Numa amizade já bastante antiga;
Seu Esculápio conhecia bem,
Rufus e Deiscórides também,
O velho Hipócrates, Ali, Galeno,
Serapião, Razis e Damasceno;
Avicena, Averróis e Constantino;
Bernardo e Gatesden e Gilbertino.
Tinha a dieta muito moderada,
Pois de supérfluo não comia nada,
Mas só alimento rico e digestivo.
Em ler a Bíblia parecia esquivo.
É De vermelho e de azul vinha vestido;
De seda e tafetá era o tecido
Gastava o seu dinheiro com cuidado,
Guardando o que na peste havia lucrado.
Como o ouro entre os cordiais tem mais valia,
Ao ouro mais que tudo ele queria.
(vv. 411-444)
A Mulher de Bath
Uma MULHER de BATH havia em cena;
Mas era meio surda, o que era pena.
De bons tecidos era fabricante,
Chegando a superar Yprês e Gante.
Tirar-lhe alguém na igreja a precedência
No beijo da relíquia era imprudência,
Porque ela abandonava as boas maneiras
E perdia de vez as estribeiras.
Seus lenços, feitos das melhores fibras,
Por certo pesariam bem dez libras,
Que aos domingos na testa carregava.
Nas calças justas o escarlate usava,
E era novo e macio o seu calçado;
Rosto atrevido, belo e avermelhado.
Em sua vida digna. e benfazeja
Cinco vezes casara-se na igreja -
Fora os casos de sua juventude
(Falar disso, porém, seria rude).
Com três viagens a Jerusalém,
Atravessara rios mais que ninguém;
Em Roma tinha estado, e mais Boulogne;
Na Galícia, em Santiago, e então Colônia.
Vira assim muitas coisas diferentes.
Mostrava uma janela entre seus dentes.
Num cavalo esquipado, usando um véu,
Cavalgava debaixo de um chapéu
Mais largo que um broquel ou que um escudo;
Sobre os amplos quadris, um sobretudo;
De esporas pontiagudas se servia.
Ria e tagarelava em companhia.
Dos remédios de amor tinha abundância,
Pois dessa arte sabia a velha dança.
(vv.445-476)
O Moleiro
Era forte o MOLEIRO, era um colosso,
De músculo era grande, e grande de osso,
E onde lutasse, no pais inteiro,
Sempre levava o prêmio do cameiro.
Era entroncado, largo atrás e à frente.
Tirava qualquer porta do batente,
Ou na testa a quebrava em disparada.
A barba era uma pá, larga e arruivada,
Como porca ou raposa no matiz.
Havia, no espigão de seu nariz,
Verruga de pelugem tão vermelha
Quanto as cerdas que a porca tem na orelha,
Suas narinas, antros de negrura.
Tinha broquei e espada na cintura.
A boca era fornalha desmedida.
Só matracava casos de má vida,
Histórias de pecado e putaria.
Roubava o trigo, e nisto se servia
De seu polegar de ouro, por Jesus.
Branco o casaco, e azul era o capuz.
Tocava a cornamusa com vontade,
E assim nos trouxe fora da cidade.
(vv. 545-566)
A Sugestão do Taberneiro
"Senhores", disse, "agora eis o melhor;
E fazer pouco caso ninguém deve.
Este o ponto - serei rápido e breve:
Que cada um, já que a estrada é tão comprida,
Conte dois contos na viagem de ida
A Cantuária, e que, também depois,
Na volta, cada qual conte mais dois,
Sobre casos antigos do passado;
E aquele que melhor tiver contado,
Ou seja, quem narrar, na circunstância,
Os contos de mais graça e mais substância,
Vai ganhar de nós todos um jantar,
Sentado mesmo aqui neste lugar,
Quando acabar-se a peregrinação.
E, para que haja mais animação,
Eu com prazer me agrego à companhia,
Às minhas próprias custas, como guia.
E quem contradisser meu julgamento
Das despesas fará o pagamento.
Se com isso vós todos concordais,
Dizei-me logo,, não se fala mais,
E eu vou me preparar para a partida."
(vv. 788-809)
VIZIOLI, Paulo. A Literatura Inglesa Medieval. São Paulo: Nova Alexandria, 1992. Edição bilíngüe. Seleção, tradução e notas de Paulo Vizioli.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
RIO BRAVO

Começo aqui um mês dedicado ao DUCK (John Wayne). Se fosse começar pelos grandes filmes, seria por Rastros de ódio, mas resolvi jogar no palitinho, pois bons ou medianos gosto de todos. Chega a ser engraçado a repetição da mesma fórmula, se você é fã deve ter assistido El Dorado, Rio Lobo e mais um ou dois que seguem esta mesma fórmula, surpresas? Nenhuma, mas não deixa de ser uma delícia assistir a estes velhos clássicos. eu simplesmente ADORO!
Rio Bravo: o faroeste perfeito
por Luiz Zanin, Seção: Cinema, Críticas 12:28:07.
Onde Começa o Inferno (Rio Bravo, 1959) é um daqueles filmes sobre os quais já correram rios de tinta. Em especial, porque os então jovens críticos da Cahiers du Cinéma colocaram Howard Hawks no pedestal da autoria cinematográfica, apenas um pouco abaixo de Alfred Hitchcock.
Como ver então esse filme? Ou melhor, como revê-lo já que, como qualquer outro clássico, Rio Bravo é suposto como parte indispensável do conhecimento cinematográfico de qualquer cinéfilo que se leva a sério? Pois bem, uma maneira talvez interessante, no momento em que ele sai em DVD em edição luxuosa da Warner (R$ 39,90), é atentar para o que faz deste filme um western perfeito e um permanente encanto para quem gosta de cinema.
A história é aquela que todos conhecem. John Wayne é o xerife de uma cidadezinha. Ele precisa defender a cadeia contra um bando bem armado que deseja libertar um companheiro lá preso. Wayne conta apenas com a ajuda de um velho manco (Walter Brennan) e um alcoólatra em recuperação (Dean Martin). A eles se une o jovem pistoleiro rápido no gatilho (Ricky Nelson). E o grupo se completa com a presença de uma mulher de passado suspeito e cara de anjo (Angie Dickinson), por quem o durão John T. (Wayne) acaba se enrabichando.
Tirando o enfrentamento final, Rio Bravo até que não tem muita ação para um western. Quase nada, de fato. É um faroeste de espera, quer dizer, de clima e, nessa ausência de ação é a sua forma que se depura. Boa parte se passa no interior da velha cadeia e o tempo é ocupado com a convivência dos homens. A tensão sobe, pois os bandidos pedem a um grupo de mariachis que toque incessantemente uma melodia chamada A Degola. Não é preciso dizer o seu significado. Mas nem o medo abala a amizade viril, tão sólida que, ameaçado de morte, há tempo para que o grupo toque e cante duas belas melodias. Não vamos esquecer que Ricky Nelson tem sua origem no rock.
Os elementos míticos do western estão dados: a luta dos bons contra os maus, a ameaça da fêmea ao universo macho, que se defende com a amizade viril, intensa e de poucas palavras. É com esse caráter que se civiliza um país, diz o mito. O engenho de Hawks é tratar esses pontos quase como formas puras, servindo-se de uma linha narrativa mínima, quase inexistente. E, ao mesmo tempo, colocando um certo distanciamento, permitido pelo uso do humor em situações que em tese seriam dramáticas. O resultado é estupendo e não tem paralelo na história do gênero.
(Estadão, Caderno Cultura, 9/7/07)
Compositores: Dimitri Tiomkim / Paul Francis Webster
Interpretes: Dean Martin e Rick Nelson
Sun is sinking in the west
The cattle go down to the stream
The redwing settles in the nest
It's time for a cowboy to dream
Purple light in the canyon
that is where I long to be
With my three good companions
just my rifle pony and me
Gonna hang my sombrero
on the limb of a tree
Coming home sweet my darling
just my rifle pony and me
Whippoorwill in the willow
sings a sweet melody
Riding to Amarillo
just my rifle pony and me
No more cows to be ropin'
No more strays will I see
'round the bend shell be waitin
For my rifle pony and me
For my rifle my pony and me
MEU RIFLE, MEU PÔNEI E EU
tradução (marcia regina de negreiros)
Sol se pondo no oeste
gado desce ao riacho
águia no ninho a pousar
é hora do cowboy sonhar
luz púrpura no cannion
é lá que eu quero estar
com minha doce companheira
somente meu rifle , meu pônei e eu
pendurar meu sombrero
sobre o galho de uma árvore
estou indo para casa minha querida
somente meu rifle , pônei, e eu
curiango no salgueiro
canta doce melodia
vou cavalgar até Amarillo
somente meu rifle, meu pônei e eu
não há mais vacas para amarrar
novilhos desgarrados não verei
Lá na curva ela vai me esperar
por meu rifle, meu pônei e eu
por meu rifle, meu pônei e eu
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
MORRE O ATOR DAVID CARRADINE... (*1936 - 2009 +)
... mas para toda uma geração que cresceu vendo as aventuras do Kung-fu ele jamais será esquecido, bem como toda uma cultura que cresceu em torno destas aventuras. afinal, quem não se lembra do MESTRE E O PEQUENO GAFANHOTO? Estes vídeos são para recordar uma época que ficará gravada para sempre em nossos corações.
Kwai Chang Caine, na série de TV "Kung Fu", de 1970
O ator David Carradine, famoso por seu papel pela série de televisão “Kung Fu” e por seu papel no filme “Kill Bill” de Quentin Tarantino, foi encontrado morto nesta quinta-feira (4) no quarto de seu hotel em Bangcoc, informou a rede de televisão “ABC“, que cita fontes da Embaixada dos Estados Unidos na Tailândia. Carradine, que tinha 73 anos, estava no país asiático fazendo um filme.
A causa da morte ainda não foi esclarecida, e rumores dizem que Carradine se suicidou por enforcamento. O corpo teria sido encontrado por uma funcionária do hotel sentado num armário com uma corda ao redor do pescoço. Ainda não há mais detalhes sobre a investigação.
David Carradine integrou o elenco de mais de 100 filmes realizados por nomes como Martin Scorsese, Ingmar Bergman e Hal Ashby.
Foi porém a sua personagem de Kwai Chang Caine, um monge shaolin que atravessava a fronteira oeste dos Estados Unidos em 1800, na série televisiva “Kung Fu” que o tornou famoso entre 1972 e 1975.
Ele retomou esta personagem em meados dos anos 1980 num filme de TV e nos anos 1990 na série “Kung Fu: a lenda continua”.
Fonte de pesquisa: CINEMA & AFINS
Kwai Chang Caine, na série de TV "Kung Fu", de 1970
O ator David Carradine, famoso por seu papel pela série de televisão “Kung Fu” e por seu papel no filme “Kill Bill” de Quentin Tarantino, foi encontrado morto nesta quinta-feira (4) no quarto de seu hotel em Bangcoc, informou a rede de televisão “ABC“, que cita fontes da Embaixada dos Estados Unidos na Tailândia. Carradine, que tinha 73 anos, estava no país asiático fazendo um filme.
A causa da morte ainda não foi esclarecida, e rumores dizem que Carradine se suicidou por enforcamento. O corpo teria sido encontrado por uma funcionária do hotel sentado num armário com uma corda ao redor do pescoço. Ainda não há mais detalhes sobre a investigação.
David Carradine integrou o elenco de mais de 100 filmes realizados por nomes como Martin Scorsese, Ingmar Bergman e Hal Ashby.
Foi porém a sua personagem de Kwai Chang Caine, um monge shaolin que atravessava a fronteira oeste dos Estados Unidos em 1800, na série televisiva “Kung Fu” que o tornou famoso entre 1972 e 1975.
Ele retomou esta personagem em meados dos anos 1980 num filme de TV e nos anos 1990 na série “Kung Fu: a lenda continua”.
Fonte de pesquisa: CINEMA & AFINS
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