sexta-feira, 5 de março de 2010

ORAÇÃO DO MATUTO

Além de ser uma linda oração é também uma bela peça literária.



Texto: Fátima Irene Pinto
Interpretação:Silvio Matos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

FALSA FOLIA


Foto: Max Haack (carnaval 2008)

Faz tempo que venho observando as mudanças do Carnaval.
Sempre piorando, priorizando os resultados econômicos em detrimento da espontaneidade da nossa gente, sempre criativa e ainda mais irreverente durante o reinado de Momo.
Pude fazer agora uma constatação: A folia ficou falsa.
A praça não é mais do povo. É dos camarotes e da televisão.
Os primeiros a ignorar a realidade. A segunda para filmar o inconsistente.
Prá ver a banda passar... nem pensar.
O culto ao mau gosto leva tudo e todos ao desespero, ao oportunismo barato, ralo e raso.
Como comparar a “Mudança do Garcia” com a atual ‘Andança do Garcia’?
Esta, um arremedo chulo, sem brilho, sem magia.
Um retrato fiel de que é possível sorrir de barriga vazia. Mesmo um sorriso falso, um sorriso de quem viu o sol nascer quadrado, um sorriso imperfeito.
O que tive oportunidade de ver na segunda-feira de Carnaval, é de causar náusea.
Meia dúzia, sei lá, de cavaleiros tão bem dispostos que pareciam abrir o funeral do Garcia, capitaneados por um oportunista político sem expressão, que seguia a pé, entre seguranças, como um pateta entre patéticos. Em seguida, tolos de camiseta branca e estampada com estrela vermelha, todos parecidos com produtos perfilados em prateleiras de mercadinho popular. Verdadeiros manequins, imobilizados pelas pontas das estrelas dispostas feito esporas.
Cadê a Mudança do Garcia?
Cadê o Povo? Que venha o Povo!
Prenderam os foliões por trás dos camarotes. Espremeram o povo até tirarem sua última gota de suor. O suor que vem do sal, do sal da vida, do brilho do sol na praça.
Batuque? Onde estão os batuqueiros? Confinados em timbaleiros? Engessados, lado a lado como em navios negreiros, num lamento frenético e sem voz?
A Praça não é mais do povo, nem o céu é do com dor.
A pena é paga aqui mesmo sobre chão. Rastejante insana a devorar alegria.
O povo está ficando mudo. Perplexo, ...”caminhando contra o vento sem lenço e sem documento”, como diz o poeta.
Perplexo, atesta sua inutilidade a serviço do ‘topa tudo por dinheiro’.
Precisamos transformar o Carnaval numa festa de baianos, sem opressão, sem vaidade política partidária, sem o gesso de manequim e sem a mesmice enfadonha.
Sem abadá e com muito mais Abará.
A Bahia é a terra da felicidade, das danças.
Precisamos de mudanças para acabar com as lambanças.
Viva a Mudança!!! A Mudança do Garcia não vai morrer.
Por certo as mudanças virão.
Falsidade! Vai dançar em outro terreiro! Xô!!!
E para deixar o Garcia sempre vivo, um alerta geral:
...”Chou, chuá, cada macaco no seu galho, o meu galho é na Bahia e o seu é em outro lugar”...


Jorge Marcos Britto
Salvador, quarta de cinzas de 2010.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PEQUENO NOTURNO DE MOZART



Nunca saberemos o que levou Mozart a deixar de lado por um momento a composição de DON GIOVANNI (1787) e aos 31 anos compor esta jóia, a última e mais famosa de suas serenatas. Não existem registro, apenas a música. Originalmente composta para 2 violinos, viola, violoncelo e baixo hoje é executada por conjuntos bem maiores de corda. Mozart consegue emocionar mesmo tendo como material as convenções harmônicas e melódicas bem limitadas do século XVIII e ALLEGRO é uma prova de que mesmo assim tinha um lado jovial e melódioso. Delicioso.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

The Doors - Riders on the Storm (original album version) - Music Video



Jim Morrison



Jim Morrison (nascido James Douglas Morrison; Melbourne, 8 de Dezembro de 1943 — Paris, 3 de Julho de 1971) foi um cantor, compositor e poeta norte-americano, vocalista da banda de rock The Doors. Foi o autor da maior parte das letras da banda.

Jim Morrison era filho do almirante George Stephen Morrison e sua mulher Clara Clark Morrison, ambos funcionários da marinha americana. Seus pais eram conservadores e rigorosos, todavia Jim acabou por tomar para si pontos de vista completamente antagônicos aos que lhe foram ensinados. Ainda jovem, foi escoteiro.
De acordo com Morrison, um dos eventos mais importantes da sua vida aconteceu em 1947, então com quatro anos, durante uma viagem de família ao Novo México, que ele assim descreveu:

A primeira vez que descobri a morte… eu, os meus pais e os meus avós, íamos de automóvel no meio do deserto ao amanhecer. Um caminhão carregado de índios, tinha chocado com outra viatura e havia índios espalhados por toda a auto-estrada, sangrando. Eu era apenas um miúdo e fui obrigado a ficar dentro do automóvel enquanto os meus pais foram ver o que se passava. Não consegui ver nada – para mim era apenas tinta vermelha esquisita e pessoas deitadas no chão, mas sentia que alguma coisa se tinha passado, porque conseguia perceber a vibração das pessoas à minha volta, então de repente apercebi-me que elas não sabiam mais do que eu sobre o que tinha acontecido. Esta foi a primeira vez que senti medo… e eu penso que nessa altura as almas daqueles índios mortos – talvez de um ou dois deles – andavam a correr e aos pulos e vieram parar à minha alma, e eu, apenas como uma esponja, ali sentado a absorvê-las.
Os pais de Morrison afirmaram que tal incidente nunca ocorreu. Morrison dizia que ele ficara tão perturbado pelo caso que os seus pais lhe diziam que tinha sido um pesadelo, para o acalmar. Em qualquer caso, tenha sido real ou imaginário, o incidente marcou-o profundamente, e ele fez repetidas referências nas suas canções, poemas e entrevistas, como por exemplo no tema "Peace Frog" e "Ghost Song".
Com seu pai servindo à marinha, sua família se mudava constantemente. Passou a maior parte da infância em San Diego, California, e, em 1958, entrou para a Alameda High School, em Alameda, embora tenha se formado na George Washington High School, em Alexandria, Virginia, em junho de 1961. Foi morar com os avós em Clearwater, Florida, onde tomou aulas no St. Petersburg Junior College. Em 1962, se transferiu para a Florida State University.

The Doors



Morrison tornou-se um descobridor, interessado em explorar novos caminhos e sensações diferentes, e seguiu uma vida boémia na Califórnia, frequentou a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), formando-se no curso de cinema, deambulando por lá, dormindo em sofás telhados, andou por Venice, Los Angeles, devorando livros. Após a graduação pela UCLA, Morrison, após um encontro casual com o seu antigo colega Ray Manzarek, leu-lhe alguns poemas ( entre os quais o famoso "Moonlight Drive"), e ambos decidiram na hora fazer uma banda rock. Para completar a banda vieram mais dois membros juntar-se a eles, Robby Krieger e John Densmore, que Ray conhecia das suas aulas de meditação. O nome da banda – The Doors - foi inspirado no livro The Doors of Perception de Aldous Huxley, que o tinha ido buscar a um verso de um poema de William Blake, que dizia: If the doors of perception were cleansed, every thing would appear to man as it is, infinite. (Se as portas da percepção estiverem limpas/ Toda coisa se apresentará ao homem como ela é, infinita)- The Marriage of Heaven and Hell. Morrison desenvolveu um estilo de cantar único e um estilo de poesia a tocar fortemente no misticismo.
Morrison adoptou a alcunha de "Mr. Mojo Risin'", um anagrama de "Jim Morrison" e que ele usou como refrão na música "LA Woman" no álbum com o mesmo nome e o último que gravou. Era também chamado de Lizard King retirado de um verso do seu famoso épico "The celebration of the Lizard", parte do qual foi gravado no álbum Waiting for the Sun, adaptado a musical nos anos 1990.
Ainda antes da formação dos Doors, Morrison começou a consumir várias drogas, a beber álcool em grandes quantidades e a entregar-se a diversos prazeres, aparecendo embriagado para as sessões de gravação (podendo ouvir-se soluços em "Five to one").
Apesar de nunca se ter sentido próximo da sua família, Morrison protegia os seus companheiros de banda. Aparentemente, uma vez disse a Ray Manzarek que nunca se sentia confortável num encontro social a não ser que ele ou outro membro do grupo estivesse com ele. Morrison recusou algumas oportunidades de carreira a solo.
Em Março de 1971, após todos os membros da banda terem decidido parar por algum tempo, Morrison mudou-se para Paris na companhia da sua namorada de sempre, Pamela Courson, com o propósito de se concentrar na escrita.

MORTE

Em Paris, morreu em 3 de Julho de 1971, na banheira, aos 27 anos de idade. Muitos fãs e biógrafos especularam sobre a causa da morte, se teria sido por overdose,pois embora Jim não fosse conhecido por consumir heroína, Pam fazia-o (morreu de overdose em 1973) e é sabido que nesse Verão correu Paris à procura de heroína de uma pureza invulgar. Outra hipótese seria um assassinato planejado pelas próprias autoridades do governo americano. Morrison referiu-se a si próprio como sendo o nº 4 a morrer misteriosamente, tendo sido os três primeiros Jimi Hendrix, Janis Joplin e Brian Jones (todos mortos com 27 anos) O relatório oficial diz que foi "ataque de coração" a causa da sua morte. Está sepultado no famoso cemitério do Père-Lachaise em Paris. Devido a actos de vandalismo de alguns fãs, por diversas vezes a associação de amigos do cemitério sugeriu que o corpo fosse transferido para outra necrópole. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)



COMENTÁRIO DE VINÍCIUS SAN FELICE
Ontem assistindo The Doors, o filme, depois de 10 anos, revivi as mesmas sensações que me diziam porque aquela é a melhor banda de rock, para simplificar, mas também a maior em termos artísticos-políticos-sociais e toda essa coisa, mais a poesia de Jim Morrison (que é o assunto do post).

A poesia de Jim Morrison foi cada letra dos The Doors até eu saber que aquele maluco, Rimbaud contemporâneo (comparado a ele por Wallace Fowlie), saiu como simples bêbado, drogado etc. Morrison é autor de três livros de poesia: The Lords & The New Creatures (1971), Wilderness (1988) e The American Night: The Lost Writings of Jim Morrison (1991). O primeiro tem tradução para o português (edição brasileira).

Texto extraido do site VOLTA QUINTANA


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Nossa Amizade By Luiz Britto | Dezembro 12, 2009 - 8:00 am - Posted in Crônicas

(MENINAS LENDO - PICASSO)

Gente que a gente conhece há muito tempo é como um bom sapato velho: é macio, o nosso pé já está acostumado com ele, não estranha. O sapato já faz parte da vida da gente, é um complemento agradável e bem aceito. Gente é a mesma coisa: os velhos amigos. Ficamos à vontade. Mesmo que não os vejamos há muito tempo, em minutos ou segundos volta a mesma amizade, a mesma intimidade, sentimo-nos bem, deslizamos numa conversa amável, sem arestas, e com plenitude de assuntos. Outro dia aconteceu assim com Widmer e com Dionísio — este não via há anos — quando os encontrei num casamento. E, mais recentemente, com Thomaz e Lalado.
São tipos bem distintos, quase estão nas pontas extremas do mesmo arco. Thomaz faz o seu cooper matinal quando pode, e assim eu o encontrei na Centenário: andando, sapato tipo Nyke nos pés, camisa nova, colorida, um ar preocupado. Ele tem muitos afazeres, aquela andança tem seus minutos contados. Dali vai para a Faculdade, para as aulas, na madrugada passada esteve corrigindo provas de alunos, e então tem pacientes esperando por ele no consultório, problemas da clínica ou do laboratório pra serem resolvidos. Isso fora as viagens, os congressos, encontros com outros médicos, textos que escreve, livros que lê, discos que faz com a mulher e por aí vai. Uma vida cheia.
Eu o conheço desde o ginásio, no Marista. Aluno aplicado, eterno primeiro de aula, muita honra e distinção, prêmios e mais prêmios. Na época era Presidente de um Grêmio Lítero-Desportivo que eu nem sabia que existia, só estou tomando conhecimento agora. A vida nos tem trazido por caminhos paralelos. Ora somos vizinhos, logo somos compadres (pois ele é o padrinho de minha filha), depois vira incentivador de minha pintura, e aí descobrimos que somos primos — e pelos dois lados. A irmã de minha bisavó casou-se e foi morar em Sergipe: é a bisavó dele. O lado Britto vem de um tronco comum: o de Irmã Dulce, que é Britto. Primos em 5º grau no primeiro caso e algo semelhante no segundo.
Conversamos sobre literatura, sobre doenças, filosofias de vida — ele empatando o meu exercício na bicicleta, eu as caminhadas dele. Surgem, na conversa, referências a Tchekhov, a Tolstoy, imito cachorros latindo, primeiro um cachorrinho magrela, depois um cachorrão, Thomaz aplaudindo as imitações, nas gozações de sempre. Está risonho, feliz e cordial. Esqueceu por um momento os estreptococos e outros cocos. Lembra o irmão Edu, recentemente falecido, com um câncer que se alastrou rápido e sem cura. E eu recordo a imagem que guardo de Edu, menino ainda, um frangote com seus 11 ou 12 anos. Vejo-o, por segundos, à minha frente…
Na oportunidade comento que temos tanta intimidade, a amizade é tão velha que a gente se sente bem e é bom conversar. Ele lamenta que eu não apareço no apartamento dele, oferece-me a casa na praia para uma temporada, “quando você quiser, basta avisar”. Uma conversa longa, que não acaba mais. Ele se despede com um vigoroso aperto de mão — no meu estilo, a mão no antebraço, como os antigos romanos — e vai embora. E lá vou eu atrás, porque me surgiu mais uma coisinha pra dizer… E reencentamos a mesma conversa, agora no outro passeio.
No dia seguinte me encontro com Lalado. Seis e meia da manhã, na esplanada do Forte, no Porto da Barra. Eu vinha de uma hora na bicicleta, na ciclovia da Centenário, fora espiar o mar. Aquele mar limpo, azul claro, espelhado e feliz do Porto. Botes e barcos de pesca ao embalo da brisa, depois do pequeno quebra-mar, imensos cargueiros ancorados lá longe, no meio da baía. Vira os pescadores conversando, desfraldando suas velas, pintando os mastros, e já ia voltando quando ouço me chamarem:
— Britto!
Lalado e Simone. Estavam guardando as bicicletas, amarrando-as num poste de luz. Simone sorri, comenta que fiquei bem com a cabeça meio grisalha. Deve haver algo poético nisso: o cinza, afinal, é algo bem mais sutil e rico do que o preto retinto. Até os meus cachos estão indo embora: o cabelo vai alisando, vai-se acomodando, vão-se embora as ondas no temporal, na tormenta, aparecem ondas lisas e mansas, talvez parecidas com esse mar azul claro que ora descortino. Um mar banhado de luz e paz.
Lalado é um companheiro velho. Antes de me conhecer, já era amigo de meu cunhado Oriovaldo. Anda de bicicleta, como eu, é vegetariano a vida toda, budista, contestador, rebelde e muito feliz. Faz o que quer e isso é a chave da mais perene felicidade. Quando converso com ele recebo uma injeção de otimismo, alegria, juventude, entusiasmo, espontaneidade, felicidade. Ele exagera tudo, tudo vai dar certo, tudo é ótimo e maravilhoso. E talvez seja. Simone vai andar e nós ficamos a conversar. Assunto é que não falta.
Lalado está com uma sandália velha, a camisa meio surrada, a bicicleta um tanto enferrujada. Diz ele que assim não desperta a cobiça de ninguém. Pode deixar a sandália e a camisa na praia que ninguém leva. Quem o vê assim, folgazão, sorridente, cabelos ainda escuros, a barbicha já com a ponta branca, não pode imaginar o seu preparo. Formado em Direito, curso de Administração, 6 anos em São Paulo, trabalhando na Price & Waterhouse, e depois dirigindo empresas na Bahia, trabalhando na Odebrecht. Largou tudo pra ser livre como um passarinho — e é. Não ter horário. Não ter patrão imediato. Poder ver as filhas crescerem, no espanto da infância.
Fez como Guimarães Rosa, foi ser burocrata, funcionário público, pra poder ter seu tempo livre. Na Odebrecht prometeram-lhe mundos e fundos, até um cargo de chefia em Paris…
— Não, eu respondi, prefiro ver as minhas filhas crescerem…
Poder ver as filhas crescerem, no espanto da infância. Poder ir para a praia, tomar sol, ver o por do sol no Farol da Barra, tanta coisa que ele queria fazer!
Essa conversa sobre a Odebrecht surgiu porque eu disse que se ele continuasse na Odebrecht seria um diretor, estaria ganhando mais de um milhão de dólares por mês, estaria na Europa — ele respondeu “é mesmo” e me contou essa parte de sua vida que eu nem conhecia.
Um laço firme de amizade me une com Simone e Lalado. Afinal, ele é a base de Lulu Cascatinha, personagem do meu primeiro livro, COCO DE BRASILEIRO — foi assim que foi detonado todo o meu processo criativo, literário. E ele sabe disso.
Volto pra casa e lhe mando um e-mail que termina com a seguinte frase, um statement, como dizem os americanos:
Amizade antes de tudo — tesouro que não tem preço e que está nas ruas e no coração dos amigos.

demais crônicas no arquivo Crônicas do site www.bahiapress.com.br

sábado, 28 de novembro de 2009

KID MORENGUEIRA - MOREIRA DA SILVA


Meus filhos eram pequenos e descobriram um velho K7 com musicas de Moreira da Silva, foi amor a primeira vista. Até hoje (e isso lá se vão 20 anos) eles cantam "O Rei do Gatilho", sabem a letra de cor e salteado. Moreira mesmo se definia como um imitador de malandro, malandro mesmo ele não foi, mas cantou a malandragem como ninguém.

PEQUENA BIOGRAFIA

"Antonio Moreira da Silva nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de abril de 1902, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 6 de junho de 2000. Foi um cantor e compositor brasileiro, também conhecido como Kid Morengueira. Filho mais velho de Bernardino de Sousa Paranhos, trombonista da Polícia Militar, e de Dona Pauladina de Assis Moreira.

Carioca da Tijuca, criado no Morro do Salgueiro, só iniciou os estudos aos nove anos, mas abandonou a escola aos onze anos, quando da morte do pai. Foi empregado de fábricas, tecelagens e chofer de praça e de ambulância. Iniciou a carreira em 1931, com "Ererê é Rei da Umbanda". Em 1992, foi tema do enredo da escola de samba Unidos de Manguinhos. Em 1995, gravou "Os 3 Malandros In Concert", com Dicró e Bezerra da Silva, aos 93 anos de idade. Em 1996, foi tema do livro Moreira da Silva – “O Último dos Malandros”.

Com 98 anos de idade, ainda se apresentava em shows. Suas músicas: “Implorar” (1935); “Jogo Proibido” (1937); “Acertei no Milhar” (1940); “Amigo Urso”; “Fui a Paris”; “Na Subida do Morro”; “O Rei do Gatilho”, onde surge o Kid Morengueira (1962); “O Último Dos Moicanos” (sequência de “O Rei Do Gatilho”)(1963)."
(VELHOS AMIGOS)







Foto: http://www.velhosamigos.com.br
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